Referência
Dicas avançadas da HDfury Diva: Dolby Vision, EDID, cabos ARC e taxas de imagem
Uma coleção de detalhes conquistados a pulso pela HDfury e pela comunidade. Quase todos explicam comportamentos que à primeira vista parecem errados, mas não são.
Dolby Vision
Os modos 0 e 1 do Dolby Vision viajam dentro de um contentor RGB de 8 bits, por isso é perfeitamente normal que a Diva indique RGB 8b enquanto um desses modos DV está a passar. Não se perdeu nada.
Se a Diva não estiver ligada diretamente ao seu televisor Dolby Vision e houver outro equipamento pelo meio, ligue primeiro a saída TX0 da Diva diretamente à entrada do televisor e deixe a Diva arrancar. Desligue depois e insira o outro equipamento pelo meio. A Diva deteta a string DV no EDID do televisor e apresenta-a à sua fonte, que é o que permite ao Dolby Vision atravessar equipamento que não o suporta.
EDID
Pode ler o EDID de um ecrã ligado, ou misturar dois ou três deles, aplicar flags forçadas e um algoritmo ao resultado, e guardar isso depois como ficheiro EDID. É assim que constrói a sua própria variante de EDID em vez de se contentar com uma das tabelas predefinidas. A página das tabelas EDID e do Automix trata das flags e dos algoritmos envolvidos.
Algumas fontes, entre elas a Xbox One S e o Samsung K8500, podem precisar de ser desligadas da corrente e voltadas a ligar entre alterações de EDID para olharem para o novo EDID.
Áudio e ARC
A saída TX0 é a que suporta CEC, ARC e eARC, e é por isso que é a saída a ligar ao televisor quando quer o áudio a fazer o caminho inverso.
O Atmos por ARC exige um cabo HDMI que suporte ARC a 192kHz. Um cabo pode transportar na perfeição um sinal de vídeo a 600MHz e ainda assim falhar no sinal de áudio a 192kHz, por isso, se o Atmos por ARC estiver a cair, troque o cabo antes de mexer em mais alguma coisa.
Exemplos de infoframes AVI
Se estiver a escrever infoframes AVI personalizados na secção de HDR e Dolby Vision, estes exemplos são um bom ponto de partida.
| Sinal | Infoframe AVI |
|---|---|
| BT.2020 RGB | 00:E8:64:5D:00 |
| BT.2020 YCbCr 4:2:2 | 20:E8:64:5D:00 |
| BT.2020 YCbCr 4:4:4 | 40:E8:64:5D:00 |
| BT.2020 YCbCr 4:2:0 | 60:E8:64:5D:00 |
| 4K24 4:2:2 709 YCbCr, sem BT.2020 | 20:88:00:00 |
| 4K24 4:2:2 YCbCr BT.2020 | 20:c8:60:00 |
| 4K24 4:4:4 709 YCbCr, sem BT.2020 | 40:88:00:00 |
| 4K24 4:4:4 YCbCr BT.2020 | 40:c8:60:00 |
| 1080p 4:2:2 709 YCbCr, sem BT.2020 | 20:88:00:10 |
| 1080p 4:2:2 YCbCr BT.2020 | 20:c8:60:10 |
Controlo
O iRule usa \x0D em vez de \r para terminar uma string de comando RS232, e \x0A em vez de \n. Se os seus comandos funcionam a partir de um terminal mas não a partir do iRule, é normalmente por causa disso.
Valores indicados
Qualquer sinal 4:2:2 é sempre processado a 12 bits e nunca cortado. É por isso que a Diva descreve esses sinais como até 12b.
A taxa de imagem é o outro número que surpreende as pessoas. Muito poucos aparelhos indicam a taxa correta, porque na verdade a questão é de frequência de relógio: a teoria diz 24/1,001 = 23,976023976, mas não há na fonte nenhum phase-locked loop a produzir um relógio que dê exatamente isso. Assim que um sinal sai da fonte, o relógio está sempre ligeiramente desviado, e vai oscilando continuamente. A HDfury decidiu mostrar o que o relógio é mesmo naquela fonte em particular, em vez de aproximar o que deveria ser, que é o que a maioria dos outros aparelhos faz por não conseguir indicar uma taxa de imagem exata.